Para começar bem o ano novo trouxe uma atividade que promete cumprir as metas de quem planejou buscar em 2011 mais saúde, condicionamento físico, força, coordenação motora, concentração; enfim: um desenvolvimento completo do corpo e da mente. Esporte? Atividade física? Arte? Disciplina? Bom, não cabe a nós definir o que é o parkour (ou le parkour), pois não há consenso nem mesmo entre seus praticantes. Vamos chamá-lo de parkour, pois é assim que a maioria de seus adeptos o tratam, não recebendo a modalidade nenhuma classificação.

A origem

O parkour foi criado na França e desenvolvido por David Belle, inspirado na necessidade do homem escapar de situações de risco. David Belle foi bombeiro e militar, e recebeu grande influência das suas duas profissões para desevolver o parkour. O parkour representa a corrida de um traceur (nome que se dá ao homem que pratica parkour) ou uma traceuse (se quem pratica for uma mulher), sendo que nenhum obstáculo consegue para-los. Porém, não basta simplesmente transpor (pois dessa forma o parkour se aproximaria de uma corrida de obstáulos), é preciso que os movimentos sejam executados de forma natural (com mínima interrupção do movimento), com máxima economia de energia, com agilidade (ganho de tempo) e eficiência, como se o obstáculo fizesse parte do seu corpo.

O diferencial

A intenção do traceur é tranpor obstáculos como se eles não existissem (naturalidade de movimentos, transposição sem interrupção), e isso ocorre porque os praticantes desenvolve uma contração muscular mais intensa. Percebemos isso claramente quando o traceur pratica a técnica de rolamentos nas manobras, momento no qual o toque ao solo é mais ríspido. Os traceurs conseguem, assim, dissipar mais eficientemente a energia mecânica, evitando que ela se dissipe deformando tecidos corporais (ósseos, musculares, tendinosos e cartilaginosos), além dos tecidos suportarem o estresse mecânico sem sofrerem lesões.

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