Logo descobri que Leo mora a quatro quadras da minha casa em SP, que a namorada dele vive na Europa e que o nosso sexo é uma delícia.

É natural tirar a roupa para ele, sempre foi. Não havia aquele estranhamento de um contato tão íntimo com alguém novo. Era intenso e quente. Nossos corpos se reconheciam, eu chegava molhada na casa dele, cheia de tesão e, por vezes, gozava sem parar.

Passado quase um mês, comecei a pensar contar para o Daniel. “Pra que contar??”, era tudo que escutava dos amigos. Como se tivéssemos um “contrato” de exclusividade e aquilo fosse uma traição. Não é!  É uma relação aberta, isso exige transparência e maturidade, fomentar a confiança, a segurança.

Véspera de Páscoa, casa do Leo. Ficamos alterados, conversas sinceras e viscerais. Ele havia contado para a namorada. Transamos. Transamos sem parar até o dia surgir bem claro para nós. Estávamos tarados um pelo outro.

Depois disso, eu tinha que falar para Daniel. “Mary, tá feliz? Então tá tudo certo. Obrigada por ser isso tudo comigo”. Felicidade me definia. Senti gratidão. Na verdade, ser transparente é bem mais fácil do que imaginamos. A lógica de um relacionamento aberto é muito distinto.

Enfim, estava com pessoas e em relacionamentos totalmente diferentes. Estava satisfeita e tranquila com os dois. Feliz. Havia tempo para os dois, para os amigos, para ficar sozinha… Mas, o mundo é cheio de pessoas incríveis, acredite rs, e, em uma reunião de negócios, me sentei em frente a uma delas.