Adorei o Rafa quase que instantaneamente. A reunião se estendeu para uma conversa, um café, um drink e umas risadas até às 5h da manhã, no mesmo dia. Era delicioso conversar com ele. Sintônico.

Logo queria vê-lo de novo. Queria mais daquela pessoa na minha vida. Queria. Mas, também resistia à ideia de ter algo a mais com ele, misturar vida profissional e afeto-amorosa não seria bom. No entanto, amizades são sempre bem vindas, não!? Assim fomos. Sempre transbordando a expectativa. Daquela mesma despretensiosa sintonia.

Certa noite, entre taças e uma investida, eu abri que tinha relacionamentos abertos, expliquei a dinâmica dos dois e… “acho que cabe um terceiro, aí, hein!?”, foi o que ele me concluiu, rindo. Acho que sim. Dormimos no sofá de casa. A aproximação àquela altura era irresistível. Eu começara a olhar diferente para ele.

Daniel e Rafa se conheceram, se adoraram e eu fiquei radiante. Imagine-se em um balcão com dois caras que adora e eles se aceitam, o papo flui, as amizades ali se fortalecem. Rafa já fazia parte de muitas das minhas histórias (Daniel escutara todas), tornara-se importante e esse reconhecimento positivo entre os dois era muito significativo para mim. Havia curiosidade e um pingo de ciúmes por parte do Daniel (acho que dava para sentir algo mais entre eu e Rafa), é verdade, mas ele saberia lidar com isso, creio.

Duas semanas depois, na casa do Rafa, conversas, fondue, duas garrafas de vinho, risadas, confidências e ficou tarde. Aceitei dormir na casa dele. Nos beijamos e nos aconchegamos, um no corpo do outro.