Aposto que depois de ler esta matéria, você se perguntará por que não descobriu essas informações sobre o assunto antes. De uma maneira clara e cuidadosa, o HomemModerno.com aborda o tema da saúde sexual masculina e os principais cuidados com o nosso órgão sexual. De nada adianta cuidarmos do visual, da pele e do cabelo … se esquecermos da parte que fica escondida sob as roupas, que é essencial para a nossa fisiologia e principalmente no momento do encontro sexual. Chega de vergonha, e aprenda BEM sobre o assunto.

Higiene

A maioria dos homens passa uma água no pênis na hora do banho e  “pronto, tá bom” ! Será que se todos nós soubéssemos que a  limpeza do local é uma das principais maneira preventivas do câncer de pênis,  não capricharíamos mais na hora de higienizá-lo?

” Só no ano de 2006 foram mil amputações do órgão pelo SUS devido ao problema de câncer peniano (Sociedade Brasileira de Urologia)

Não é só a nossa pele do rosto que possui glândulas sebáceas. A glande (cabeça do pênis)  e o prepúcio (pele) também as contêm. Em alguns pênis, elas são mais dilatadas e parecem bolinhas brancas pequenas. Alguns homens, por motivos estéticos as retiram por cauterização térmica (mas isso é matéria pra outro post).

Essas glândulas, citadas no parágrafo anterior, são essenciais, já que liberam substâncias pra proteção e lubrificação. Essas substâncias são pastosas, brancas, e tem uma química semelhante a do queijo, assim sendo,  têm um cheiro característico. Estou falando do ESMEGMA. Entretanto, seu acúmulo causa um odor péssimo e forte, além de um ambiente próspero para infectar e inflamar.

1) Lave TODOS os dias seu pênis com água corrente e sabonete neutro (uma vez durante o dia é indispensável);

2) Puxe bem o prepúcio (pele) para trás e limpe completamente a região que fica coberta, não deixando o esmegma se acumular;

3) Depois de lavar, enxugue! Você previne assaduras;

4) Não use pomadas ou cremes, sem antes consultar um médico;

5) Corte o excesso de pelos da região pubiana, para não ferir a glande quando estes ficam enroscados nela evitando ferimentos locais;

6) Lavar a mão antes de urinar é importante e evita doenças, pois o pênis está limpo e a mão pode estar contaminada;

7) Urinou? Pegue um pedaço de papel higiênico e enxugue-o, cara. Assim você não deixa resíduo de urina na pele, que pode causar inflamação (principalmente para quem tem muita pele);

8) Lave o pênis antes e logo após a relação sexual. A secreção vaginal pode provocar irritações e inflamações também, se permanecer por muito tempo no membro.

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Perguntas frequentes

1) Tomei uma bolada lá, jogando futebol. O que faço?

Não há muito que fazer, cara.  Aplique compressas de gelo e repouse. Se você perceber que, mesmo depois de uma hora, os seus testículos ainda doerem, vá num urologista! Pode ter ocorrido uma ruptura dos canais que envolvem os testículos.

2) Sempre recebo por e-mail, ou vejo na internet propagandas para aumentar o pênis. O uso desses aparelhos extensores penianos funcionam? Faz mal?

A Sociedade Brasileira de Urologia não recomenda nem extensores, nem as bombas de vácuo. Fuja deles!

3) É verdade que celular no bolso diminui a fertilidade do homem?

Já ouvi bastante isso. Essa informação surgiu em um Estudo do Centro de Pesquisa Reprodutiva dos Estados Unidos. Eles falam que quando o celular é guardado na altura da pélvis, as ondas eletromagnéticas emitidas diminuem a qualidade e mobilidade dos espermatozoides.

O fato é que não há comprovação total dessa teoria, e muitos especialistas discordam. Entretanto, acho que não custa evitar. Por que não colocar o celular em outro local, como no bolso do paletó?

4) O pênis pode quebrar durante o sexo?

Infelizmente sim, trata-se dos rompimentos dos corpos cavernosos. Essa ruptura geralmente ocorre num trauma durante a relação sexual em que o pênis recebeu uma força lateral intensa (torção, angulação, dobradura). Resultado da quebra: hematoma, edema (inchaço) e dor. Corra pro médico!

DICAS GERAIS

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1) Pratique exercícios físicos na medida

Faça exercícios físicos regulares, mas não fique mais de três ou mais horas seguidas. Você pode aquecer o corpo, e assim, os testículos.

2) Esqueça o cigarro

Cigarro, maconha e cocaína reduzem o número de espermatozoides, e assim a sua fertilidade. Além disso, o cigarro piora a circulação, e consequentemente,  a sua ereção.

3) Na hora do sexo

Lembre-se da fala da sexóloga Sue Johanson: SEXO SEGURO, ou NADA DE SEXO, isto é, use preservativos. Ele é a barreira mecânica entre os germes e a pele do seu pênis. Vista-se!

E mesmo se vestindo, escolha bem sua parceira sexual, afinal você não quer ganhar grátis uma DST – Doença Sexualmente Transmissível. O chato (pediculose pubiana), por exemplo, é uma doença transmitida mesmo com a camisinha.

4) Evite calças e cuecas apertadas

Além de elevar a temperatura na área, pode causar traumas na pele do saco escrotal. Lembre-se e inspire-se nos índios: andam completamente nus.

5) Auto-exame

Não, não estou falando do exame da próstata. Quero falar especialmente de você checar seus testículos e a região peniana e ver se não há alguma anormalidade no local. Procure examinar e conhecer cada parte de seu corpo.

Na checagem, procure por: verrugas, bolinhas, ferimentos, manchas, microrganismos (encontrados grudados nos pelos). Repare também se há secreção branca,amarelada ou esverdeada no canal do pênis!

Para finalizar, quero informar que a maioria das doenças e problemas relacionados com o nosso orgão sexual pode ser reversível. O grande problema dos homens é que esperam muito pra solicitar ajuda de um profissional médico, e nesse interím, a doença pode agravar ou complicar.

Consulte seu urologista pra tirar alguma outra dúvida, e lembre-se que quando mais cedo o tratamento, maior a chance de curar! A prevenção SEMPRE é o melhor caminho pra saúde.

 
 
Referências
 
NETTO JUNIOR, Nelson Rodrigues. Urologia Prática. 5. Ed.. Roca, 2007. 
 
RHODEN, Ernani Luis et al. Urologia – Série No Consultório. Artmed, 2009.
 
RODRIGUES NETTO JR., Nelson; WROCLAWSKI, Eric Roger. Urologia: fundamentos para o clínico. Rio de Janeiro: Sarvier, 2000.
 
SROUGI, Miguel; JOSÉ CURY. Urologia básica: curso de graduação médica. Barueri, SP: Manole, 2006
 
Instituto Brasileiro de Interdisciplinariedadade de Sexologia e Medicina Psicossomática