Capítulo 1 

Eu tenho um relacionamento aberto com três homens. Não são namorados, PA’s ou só amigos – sem limitações de rótulos, ok!? Somos como melhor nos adequamos a nós mesmos. São três relações distintas em paralelo e aberta porque todos os envolvidos estão bem cientes da situação e livres para outros relacionamentos também. Sou mulher, hetero, cis e independente.

Bem, tudo começou há pouco mais de um ano quando fui conhecer um bar, no Rio, com o meu pai. Era sábado à noite e como bons entusiastas etílicos, sentamos no balcão, claro, num lugar já reservado pelo destino para nós. Um sorriso amigável nos recebeu, nos apresentou a carta, o cardápio e a casa. Entre sugestões, coquetéis e conversas, algo me atraia para o olhar daquele a minha frente. Começou um flerte, bem ali.

Dia seguinte comecei a segui-lo no Instagram. Ele me seguiu de volta e puxou papo. (Tenho, pra mim, que é especialidade de carioca dar início a uma conversa despretensiosa, te envolver devagarinho até você ficar com vontade daquela aproximação também, aí, já viu…). Era fácil e leve conversar com ele. Fluido. Um bem estar, bem querer, como se tivesse toda a licença de ser eu por inteiro.

Meses depois, nós ficamos. Numa dessas idas ao Rio, com conversas até o amanhecer, era inevitável que isso acontecesse. Logo o contato passou a ser diário, o zelo e o companheirismo aumentaram. Ele me passava uma energia maravilhosa, sempre. Dormimos juntos, despidos e aconchegados (mas, sem transa).

Estar com o Daniel era sempre férias. Era como recarregar baterias.

(…)

Mary do Tabu