No consultório: Mitos sobre o sexo oral | Solange, uma publicitária de 28 anos, namora Arthur há alguns meses. A relação entre os dois ia muito bem, até que um aspecto da vida sexual passou a atormentá-la.

“O Arthur é um ótimo amante, mas nosso único problema é o sexo oral. Ele quer que eu faça nele, mas sempre se esquiva e evita me excitar dessa forma. Isso me frustra e chego a pensar que ele tem nojo de mim. Sei que já está prejudicando nossa relação, porque passei a evitar transar com ele.”

 

Apesar de o sexo oral ser a atividade que mais se pratica antes da cópula, na nossa cultura ele sempre foi condenado, assim como todas as práticas que não levam à procriação. Pesquisas indicam que cerca de 75% dos casais experimentam a estimulação oral-genital e uns 40% a usam com alguma freqüência. Entretanto, muitas pessoas evitam essa prática sexual ou a utilizam, sentindo-se ansiosas e constrangidas, apenas para agradar o parceiro.

Além dos preconceitos morais, existe também a idéia de que o sexo oral-genital não seria uma atividade higiênica, o que carece de fundamento se a pessoa se lava adequadamente. Na conclusão do estudo sobre a opinião dos homens, Shere Hite diz no seu relatório: “Será que as mulheres não são asseadas? Um dos temas mais freqüentes sobre a vagina e a vulva está relacionado com o asseio da mulher.

O fato de tantos homens sentirem desejo de enfatizar esse ponto parece refletir a influência das antigas opiniões patriarcais sobre a sexualidade feminina (e sobre as mulheres) como algo sujo, sórdido, ou não muito bonito.”

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