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Ele só queria ser um herói de um filme com final feliz, mas esqueceu que os herois são  portadores de um ideal que os tornam especiais em relação aos outros mortais. O heróis  são aqueles que antecipam nossas vitórias, satisfazem nossos desejos inalcançáveis,  enfrentam o perigo antes de nós e, subjugando esse preceito, ele também esqueceu que o  heroi quando pensa estar só, na verdade está na companhia do mundo todo.

Orlando Bloom nasceu em Canterbury, um distrito do condado de Kent no sudoeste da Inglaterra, que é conhecida por ser um celeiro do rock progressivo e da música psicodélica, nos anos 60. Em 1993 ele se mudou para Londres, em busca de um sonho. Estudou nas melhores escolas de teatro da cidade como a National Youth Theatre e depois o Guildhall School of Music and Drama. Começou com pequenas participações em seriados como “Casuality” (1993). Sua incursão na telona foi em 1997 no aclamado filme Wilde (Rentboy).  Por coincidência um filme sobre Oscar Wilde, conhecido na literatura como uma dos dândis mais famosos.

Até então nada evidenciava que sua carreira tomaria esse rumo que conhecemos hoje. Em 1999, após sofrer um acidente, cair de um telhado e quase ir parar na cadeira de rodas, de forma emblemática, sua carreira deslanchou. Contrariando o destino, ele partiu para uma temporada de dezoito meses na Nova Zelândia para as filmagens da saga “O Senhor dos Anéis”. Elfo Legolas foi seu primeiro personagem de destaque, corroborado pelo sucesso do filme, que é considerado uma das maiores bilheterias de todos os tempos. O filme confirmou de vez a presença do ator no circuito internacional, e a partir daí evidenciou seu talento ao mundo.

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Simplicidade talvez seja o termo que mais se adéqua ao cotidiano de Orlando Bloom.  Muitas vezes parece avesso a grande mídia.

“Fico espantado! Sempre tem alguém interessado no que eu digo”.

Na verdade não é só no que ele diz. Seu carisma e seu estilo compreendem um pouco de seu sucesso. Soma-se a isso a discrição que trata seu casamento – ele se casou no ano passado com a modelo  australiana Miranda Kerr numa cerimônia secreta no Caribe -, o apoio a entidades   ambientais como a Global Green EUA e embaixador da UNICEF e, assim, podemos chegar a uma equação que explique seu sucesso.

“Quando se torna modelo para a vida dos outros, a pessoa se move para uma esfera tal  “que se torna passível de ser mitologizada”, afirma o mitólogo norte-americano Joseph  Campbell, e é dentro desse cenário que podemos traçar a trajetória deste ator.

Em 2001, a revista inglesa Arena Homme Plus, uma das mais conceituadas publicações de moda masculina do mundo, sentenciava: “Bloom vai ter que se acostumar a ver seu rosto em todos os meios de entretenimento”, citando o episódio que ele ficou deslumbrado ao ver seu rosto na contracapa de uma edição do livro “O Senhor dos Anéis”. Mesmo que não estivesse ainda acostumado ao sucesso, ele se viu obrigado a isso. No ano seguinte, após seu début na grande mídia e nas telonas, dessa vez como manda o figurino, ele se tornou objeto de cobiça entre produtores, diretores, redes de TVs, além de estampar capa de importantes publicações no mundo inteiro. O jornal inglês, The Times, dizia que ele seria um ícone de estilo para os homens britânicos no futuro, futuro esse que chegou logo. Talvez o jornal tenha se limitado no comentário, afinal de contas ele é um it boy desse tempo, uma dos atores mais influentes da década e ícone de estilo, figura fácil nas páginas das revistas especializadas.

“Ele é chamado de Orlando, como o herói cavalheiresco do Ariosto (escritor italiano do século XV). E como o protagonista de La chanson de Roland, que estava destinado a um futuro glorioso” (L’Uomo Vogue/Novembro-2002).

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Para L'Uomo Vogue - Novembro/2002

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Sua primeira grande campanha foi para a GAP, intitulada “Denim Invasion”, que tem direção do americano Cameron Crow, o mesmo diretor de Vanilla Sky.

Ele é garoto propaganda do perfume Orange da Hugo Boss e no ano passado fez uma campanha para a marca chinesa Me&City, com ninguém menos que Agyness Deyn.

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Orlando Bloom para Boss Orange

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Orlando Bloom e Agyness Deyn para Me&City

As capas de revistas

O ator e as capas de revistas parecem velhos conhecidos, dada a sua periodicidade em  algumas publicações de cinema.  Ele coleciona mais de 100 capas nas principais  publicações do mundo, entre elas: Arena, Arena Homme Plus, The Face, Esquire, L’uomo Vogue, Vanity Fair, GQ, GQ Style, Rolling Stone, entre outras.

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Na capa da revista GQ Style italiana, edição inverno 2011

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Para a revista VMAN - Verão 2007

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Ensaio para a Arena Homme Plus

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Ensaio para a Arena Homme Plus

Ser reconhecido pelo seu estilo pode parecer algo muito vago, especialmente num mundo em que qualquer um tem seus 15 minutos de fama. Porém, ele já foi considerado duas vezes pela revista GQ o homem do ano (2007 e 2009). Na verdade, ele representa o ideal masculino do século XXI: bem-sucedido, bem-vestido e famoso.

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Fotos: reprodução